Advogada da Santa Casa Drª Roselis Dias Pereira Franciscon

 

No momento em que a crise econômica reflete diretamente nas santas casas de todo o país. Em Santa Cruz do Rio Pardo, mais um dado preocupa a direção do hospital, a inadimplência no pagamento dos atendimentos populares. Nos últimos quatro meses deixaram de ser pagos R$ 90 mil relacionados a todo o tipo de procedimento desde uma consulta a internação ou permanência na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Além disso, desde 2008 para cá o setor jurídico do hospital registra 80 ações judiciais em curso para tentar receber os valores devidos, tanto decorrentes de cheques sem fundo, falta de pagamento de nota promissória e do descumprimento do contrato particular de honorários médicos- assinado no ato da internação e passado com os valores concluídos para o faturamento do hospital.

As ações são referentes a cobranças, execuções e monitória e a advogada da Santa Casa, Roselis Dias Pereira Franciscon, afirma que antes de chegar na fase judicial, o setor de tesouraria da Santa Casa tenta de diversas formas amigáveis negociar a dívida. Mais uma conduta executada é o questionamento da família, a cada dois dias, sobre a permanência do paciente no regime particular. 

No judiciário, o tempo para o término da ação se arrasta por até quatro anos até que se esgotem todas as fases de recurso, embargos e etapas de penhora de bens do envolvido.O percentual de decisões em favor da Santa Casa, nestes casos, é de 70%.O curioso é que entre estas ações há casos de cirurgias plásticas estéticas e não reparadoras. Outro dado é que a maioria dos usuários opta por pagar apenas os honorários médicos deixando para trás o custo hospitalar.O quadro é preocupante, pois os pagamentos dos atendimentos particulares são de grande valia por ajudarem a cobrir a defasagem do SUS (Sistema Único de Saúde). Para piorar a situação, o número de internações particulares reduziu nos últimos meses